MITOS E VERDADES SOBRE APRENDER INGLÊS
Muito se discute, e pouco se analisa do que realmente podemos considerar "mito" e do que podemos considerar "verdade" na hora de aprender inglês. O que acontece, na verdade, é...
Especialista no ensino de inglês para brasileiros
Muito se discute, e pouco se analisa do que realmente podemos considerar “mito” e do que podemos considerar “verdade” na hora de aprender inglês.
O que acontece, na verdade, é que com a gama de informações fornecidas, e os conteúdos pelos quais nos preocupamos massiva e ativamente em adquirir, que não conseguimos filtrar informações verdadeiras, acabando por internalizar qualquer coisa.
A sorte é que, hoje, eu trouxe pra você uma seleção de fatos que serão úteis para você começar a pensar diferente e agir diferente para que sua mente se abra a originalidade e as técnicas fundamentais para seu crescimento no inglês. Caso você não consiga entender o que tem muita gente por aí pregando inverdades, dificilmente você irá mudar de posição, e seu inglês poderá continuar estagnado. Se seu sonho é mudar isso, ainda que devagar, mas sempre(!), fique atento no que vem a seguir:
1- É MENTIRA ENTENDER MUITO E FALAR POUCO?
Não, essa é sim uma grande verdade. Mas sem muito mistério. Isso acontece porque falta a prática na mesma proporção da absorção de conteúdo. Resumindo…Se você falasse inglês o tanto que você lê ou escuta, seu nível de inglês estaria igual ou nivelado ao seu nível de entendimento. E isso nos faz crer que quanto mais você praticar, sem se preocupar com a perfeição agora, mais perfeito seu inglês será, com todas as limitações e possíveis desafios.
Se dê ao luxo de participar ativamente das reuniões ao invés de deixar o microfone mutado. Não se esconda no momento em que poderia falar ativamente em inglês.
Só dê esse primeiro passo que nas próximas conversas você se sentirá bem mais confortável. 🙂
Trust me. Pode confiar!
2-A PRÁTICA DE CONVERSAÇÃO É SOMENTE O QUE BASTA PARA APRENDER INGLÊS?
Não, você precisa conhecer estruturas gramaticais e vocabulário para se expressar verdadeiramente em inglês.
Veja bem: não estou dizendo que você não deve praticar a conversação. Muito pelo contrário. A conversação é o pilar do meu método. Mas se você não entende a posição das palavras, as estruturas inseridas nos diferentes tempos verbais, como alguém vai te entender?
Talvez você tenha escutado até hoje que você pode aprender inglês sem gramática… CUIDADO: frase de efeito pra te convencer, e te poupar de um “trabalho”, que na verdade são conceitos básicos para que seu inglês seja no mínimo, compreendido.
3-POSSO PRATICAR INGLÊS SOMENTE UMA OU DUAS VEZES NA SEMANA COM MEU PROFESSOR, ISSO BASTA?
Não, não basta! A aprendizagem do inglês não é uma disciplina de escola. É um idioma que precisa ser praticado todos os dias. Do contrário você vai levar muito mais tempo do que o necessário.
4- ESTUDAR INGLÊS COM PORTUGUÊS FUNCIONA?
Sim,sim, claro que sim!
Na verdade esse estudo já foi comprovado.
Quando você traz o seu idioma nativo para aprendizagem de outra língua, você trabalha de forma associativa. Isso facilita sua aprendizagem, pois seu cérebro irá configurar o novo idioma com o idioma que já está internalizado em você.
Essa narrativa pode não competir claramente pra você. Mas ela acontece de forma natural, espontânea e com certeza, muito rápida. E olha só, não é só a Teacher que fala isso com toda certeza não, muitos estudos antes d’eu aplicar o português no meu método, comprovaram isso.
Vygotsky (1978) e o papel da mediação linguística:
Segundo Vygotsky, o pensamento se desenvolve por meio da linguagem. Quando usamos nossa língua materna (português) para refletir sobre a nova língua (inglês), estamos mediando cognitivamente o aprendizado. Isso acelera a compreensão e consolida estruturas novas.
Tem mais:
Teoria da Interlíngua (Selinker, 1972):
Essa teoria mostra que aprendizes criam uma espécie de “sistema intermediário” entre a L1 e a L2. Usar a L1 estrategicamente (como comparar estruturas ou traduzir conceitos difíceis) ajuda a construir esse sistema com mais consciência.
Não para por aí:
Cummins (1981) – Hipótese da Proficiência Comum Subjacente (CUP):
Cummins defende que habilidades cognitivas desenvolvidas em uma língua (como leitura, escrita, compreensão) podem ser transferidas para outra. Ou seja, o que o aluno domina em português pode ser aproveitado para aprender inglês — ao invés de ser ignorado.
Além disso, Um estudo publicado na revista TESOL Quarterly (Cook, 2001) argumenta que a língua portuguesa não deve ser vista como inimiga, mas como um recurso pedagógico valioso, especialmente para comparar estruturas gramaticais, explicar vocabulário abstrato e evitar frustração. Pesquisas em contextos de bilinguismo mostram que traduzir e comparar línguas acelera o reconhecimento de padrões e melhora o uso consciente do novo idioma.
Viu só?
Usar o português de forma estratégica ao aprender inglês não é ‘trapacear’. É potencializar. Estudos mostram que, quando o aluno entende bem uma explicação na sua língua materna, ele assimila mais rápido e ganha autonomia para usar o inglês com mais confiança. A tradução inteligente, a comparação entre estruturas e até a explicação de um verbo difícil em português são formas de acelerar o aprendizado — não de atrasá-lo.”
Agora eu tenho certeza que você vai estar blindado e preparado para qualquer boato que você encontrar futuramente.
Seu foco agora será arregaçar as mangas e conquistar sua fluência sem distrações.
Caso você deseje ir mais além, assista na íntegra esse vídeo:
https://www.instagram.com/p/DJZDGh0O-Qd
E não se esqueça: a teacher está aqui para ajudar você.
Xoxo,
